Muitos humanos acreditam que a comunicação do cão começa quando ele late, rosna ou apresenta algum comportamento que chama atenção.
Na realidade, o corpo dele já vinha falando muito antes disso.


Os cães se comunicam constantemente por meio da postura, das expressões faciais, da movimentação da cauda, da direção do olhar, da tensão muscular e de inúmeros sinais sutis que passam despercebidos para a maioria das pessoas. O problema é que, quando não aprendemos a enxergar essa linguagem, acabamos interpretando apenas as consequências.
E nem sempre aquilo que parece óbvio realmente é. Um cão abanando a cauda não está necessariamente feliz. Um bocejo nem sempre significa sono. Muitas vezes, esses sinais podem indicar excitação, desconforto, insegurança ou tentativa de aliviar uma situação de tensão.
Antes de um conflito, geralmente existem sinais. Antes do medo se transformar em uma reação intensa, existem sinais. Antes da ansiedade se manifestar em comportamentos que incomodam a família, existem sinais.
Aprender a observar o que o corpo do cão está dizendo permite compreender suas emoções, necessidades e limites de forma muito mais precisa. Quanto melhor entendemos essa linguagem silenciosa, mais deixamos de reagir aos sintomas e passamos a responder ao que o cão realmente está tentando comunicar.

